A deputada destacou a importância da Caerd e o impacto que uma eventual privatização pode causar aos municípios que não têm arrecadação suficiente para manter seus próprios sistemas de abastecimento. Ela criticou a ideia de entregar a estrutura já existente à iniciativa privada, especialmente em cidades que já possuem sistema funcional. “Pensa: o município com toda uma estrutura pronta, e aí privatizar? Isso não é justo”, disse. A parlamentar também citou o exemplo de Ji-Paraná, onde, segundo ela, não há reajuste na tarifa de água há 10 anos. “Fiquei muito feliz em saber que o prefeito Afonso é contra a privatização”.
Durante sua fala, Cláudia de Jesus também mencionou a insatisfação dos servidores da Caerd, que a procuraram preocupados com o futuro da companhia. Para ela, é essencial ouvir tanto os trabalhadores quanto a população. “A sociedade precisa ser chamada para esse debate. Privatizar, por si só, não resolve. Olha o que aconteceu com a Energisa em Rondônia. A população reclama constantemente do valor da conta de energia”.
A parlamentar encerrou pedindo que a Assembleia promova uma audiência pública para discutir o tema com profundidade. “O parlamento está acordando para realidades que afetam a vida da população. Colocar o pé no freio é necessário para pensar alternativas que não prejudiquem os mais vulneráveis”.
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